Por: Zeca Delfino
Desta vez a trama envolve uma pane no sistema energético em escala global, que atinge desde celulares, computadores até carros e aviões, basicamente tudo para de funcionar de repente num apagão geral e então a partir daí os sobreviventes terão que se adaptar a essa nova realidade e lutar para desvendar o que realmente aconteceu. O episódio piloto da série é dirigido por Jon Favreau, que aproveita a onda do sucesso dos filmes do Homem de Ferro, para alavancar a série e atrair os fãs dos filmes baseados em HQ para a TV.
O inicio do episódio enfoca a parte do misterioso colapso energético e mostra como tudo começou. Já com enfoque nos irmãos Matheson (Ben e Miles), mostra um telefonema onde Ben tenta avisar Miles que em poucos minutos tudo vai se apagar, enquanto, ao mesmo tempo, salva desesperadamente um arquivo em um pendrive. Daí seguem boas cenas de como o apagão acontece, onde se pode ver carros parando de funcionar, aviões caindo do céu e finalmente um zoom bem interessante das luzes se apagando gradualmente desde a cidade até todo o globo terrestre visto do espaço. A partir daí a série avança para 15 anos depois da ocorrência do incidente e é apresentado um cenário pós-apocalíptico onde não existe nenhum tipo de energia e os sobreviventes vivem de maneira rudimentar, sem luz elétrica ou qualquer tipo de dispositivo eletrônico.
Até aí tudo vai bem com a família Matheson, no entanto quando homens pertencentes a um tipo de milícia chegam a procura de Ben na vila onde mora, ocorre um desentendimento envolvendo seu filho e ele acaba sendo atingido por um tiro. Neste momento entra em cena a personagem central da série, Charlotte "Charlie" Matheson, que ao ouvir o disparo corre para encontrar seu pai, mas este não resiste a acaba morrendo em seus braços. Daí em diante vemos Charlie reunindo um grupo e partindo em busca do seu irmão, capturado pela tal milícia, e do seu tio Miles que pode saber o que de fato ocorreu na noite do apagão.
O episódio piloto não empolga e é previsível, o ritmo é um tanto quanto lento e quase não faz jus ao alarde de “novo Lost” que a série vinha tendo antes de sua estreia, mesmo com a ilustre presença da Dra. Juliet (née Carlson). Quanto a Eric Kripke, o criador da série, talvez ele esteja percebendo que a formula do sucesso de “Supernatural” já esta um tanto quanto desgastada e por isso esta a procura de uma substituta. Resta esperar então pelos próximos episódios da série e torcer para que ela encontre seu caminho.

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