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5 de set. de 2012

Os Mercenários 2 | Resenha.



Por: Zeca Delfino

Quando as luzes do cinema se apagaram e o filme começou a sensação que tive foi a de estar sendo teletransportado de volta aos anos 80, direto para aquele tempo onde o importante era se ter um único herói no filme, que geralmente resolvia tudo sozinho (Chuck Norris que o diga), lutando contra todo um exercito e um vilão icônico sem o mínimo de piedade de ninguém.
Isso é o que fica claro desde o começo da sequencia de “Os Mercenários”, essa pegada nostálgica que o novo diretor faz questão de manter ao longo de todo o filme. Somos então apresentados mais uma vez ao grupo liderado por Barney Ross (Sylvester Stallone), agora com a presença de um sniper (Liam Hemsworth) que acaba sendo o grande pivô da trama.

O grupo de mercenários começa executando uma missão na Ásia, onde devem resgatar um milionário chinês, nesta oportunidade somos surpreendidos pela presença de Arnold Schwarzenegger que, diga-se de passagem, tem um papel bem maior agora. Depois o grupo é “forçado” a embarcar numa missão para quitar as dívidas com ninguém menos do que o personagem interpretado por Bruce Willis, neste momento entra mais uma personagem, a chinesa Maggie, uma espécie de “nerd” cuja missão é abrir um cofre que esta perdido no meio de uma selva na Albânia.

Entra em cena então mais um dos grandes ícones dos filmes de ação da década de oitenta, Jean-Claude Van Damme que interpreta o vilão Villain (nome sugestivo!), e como não podia deixar de ser ele faz jus ao título e logo se firma como o grande antagonista da história, sendo perversamente irônico e mal, quando mata um dos mocinhos do filme. Daí em diante o que se vê é um Stallone sedento de vingança e ação ininterrupta, com direito a lutas, frases de efeito e munição infinita, que, aliás, é um clássico dos filmes de ação de antigamente.

Deve-ser destacar ainda é a aparição ilustre de ninguém menos do que Chuck Norris, o indestrutível, que sozinho, reparem bem, derrota até um canhão e ainda faz piadinhas sobre “gostar de trabalhar sozinho”, destaque para quando Stallone pergunta para ele sobre uma picada de cobra, sem dúvidas uma das partes mais engraçadas do filme.

Em suma, o diretor Simon West, do clássico “Con Air”, conseguiu fazer um ótimo trabalho com todos esses ícones dos filmes de ação juntos, mesmo sem ter uma trama elaborada ele consegue fazer todos os personagens aparecerem na tela e cria momentos bem engraçados. Schwarzenegger e Bruce Willis entram na ação de verdade desta vez e quando Chuck Norris se junta a eles, já no finalzinho do filme, temos a certeza de que nossos sonhos de infância estão sendo realizados…

Como pontos fracos do filme tem-se a trilha sonora, que em certos momentos, parecia a música do Rambo e em outros parecia mais um Western. A escolha da atriz que interpreta a personagem Maggie, que poderia ter sido escolhida com mais cuidado e a luta final entre Stallone e Van Damme que é decepcionante, muito aquém do que Vin Diesel e The Rock fizeram em Velozes & Furiosos 5, por exemplo… No mais, o filme é muito superior ao primeiro e, é claro, aumentou mais ainda a expectativa para a sequencia, espero que mais heróis se juntem a gangue dos Mercenários, seria ótimo ver Liam Neeson, Steven Seagal, Wesley Snipes e companhia atuando juntos num próximo filme.

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